Três
crianças seguem desaparecidas no povoado São Sebastião dos Pretos, zona rural
de Bacabal, desde o último dia 04, são elas, Anderson Kauan de 8 anos, Isabelle
de 6 anos e Michael de 4 anos de idade.
O
caso mobilizou um grande aparato de busca, envolvendo forças de segurança como
a Polícia Militar, Polícia Civil, Cosar, Corpo de Bombeiros, cães farejadores, além do uso de helicóptero do CTA,
drones e o apoio direto da população local, com parceria da gestão municipal.
No
entanto, paralelamente ao esforço legítimo de localização das crianças, outro
movimento chama atenção de forma negativa, a atuação de parte da imprensa
presente no local. Informar é necessário e fundamental em casos como este, o
problema surge quando a cobertura ultrapassa o limite da responsabilidade e
passa a explorar o sofrimento alheio em nome de curtidas, visualizações e
engajamento nas redes sociais.
O que se percebe até aqui, são notícias repetitivas, sem confirmação oficial, apresentadas como “exclusivas”, criando um ambiente de confusão, ansiedade e dor ainda maior para familiares, amigos e vizinhos das crianças. A busca por audiência transformou um drama humano em um espetáculo, desviando o foco do que realmente importa; encontrar os três menores.
Nas redes sociais, especialmente em transmissões e postagens no Instagram, o efeito é ainda mais perverso. O espaço que deveria servir para informar acaba se tornando palco de julgamentos morais precipitados. Comentários acusatórios surgem sem qualquer prova, direcionados a membros da própria família. A mãe das crianças, visivelmente abalada pela situação, passa a ser alvo de interpretações cruéis, com insinuações de “frieza” feitas por quem ignora completamente o impacto psicológico de um trauma dessa magnitude.
Essa
espetacularização do caso não contribui com as buscas e investigações que estão
sendo feitas, tampouco respeita a dor de quem vive mais de 48 horas a angustia
do desaparecimento. Pelo contrário, alimenta boatos, divide opinião pública e expõe
pessoas vulneráveis a ataques injustos.
O
desaparecimento das três crianças já é, por si só, uma tragédia que exige
sensibilidade, responsabilidade e compromisso com a verdade. Quando parte da nossa mídia bacabalense opta pelo sensacionalismo, ela deixa de cumprir seu papel social e passa a ser
parte do problema, colocando sua própria visibilidade acima da ética e da
empatia.
Mais do que likes e comentários, este momento exige prudência, respeito e informação responsável. As crianças precisam ser encontradas. As famílias precisam de apoio, não de julgamentos. E a sociedade bacabalense precisa refletir sobre até onde vale ir em nome da audiência.
O Blog do Vanilson Rabelo continua acompanhando o caso...

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