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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Marajá do Sena (MA) é a segunda cidade mais pobre do Brasil, diz IBGE Cidade tem cerca de oito mil habitantes, 53,37% deles estão na pobreza. Maior parte da população depende do Bolsa Família.

De acordo com dados do IBGE, a segunda cidade mais pobre do Brasil é Marajá do Sena, localizada na região central do Maranhão, a 400 km de São Luís. A cidade tem cerca de oito mil habitantes, dos quais 53,37% se encontra na pobreza. A maior parte da população depende do Bolsa Família.

Marajá do Sena é um canteiro de obras públicas inacabadas, e a população sofre com a falta de escolas e hospitais. No município falta emprego, saneamento básico, água encanada e agência bancaria. A construção do Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), avaliada em aproximadamente R$ 275 mil, que deveria ter sido concluída em agosto do ano passado se arrasta até hoje.

A única opção de atendimento médico na cidade é uma única Unidade Básica de Saúde e os profissionais de saúde enfrentam todo tipo de dificuldade para atender a população. “Precisa demais de um hospital, uma unidade que supra todas as necessidades. Quando é alguma coisa mais grave temos que deslocar para alguma cidade próxima”, contou o enfermeiro Romildo Cavalcante.

A espera é cansativa e causa revolta ainda mais para quem vem em busca de atendimento e não encontra. “A gente não pode fazer um exame, para fazer uma cirurgia tem que sair para fora. Só tem a consulta mesmo”, desabafou a dona de casa, Eva Miranda de Carvalho.

As obras inacabadas do hospital municipal ficam no bairro Novo Marajá e teria capacidade para 20 leitos. O local está tomado pelo mato e a construção paralisada há mais de dois anos. Já foram gastos quase R$2,5 milhões na obra.

educação é outro sério problema na cidade, principalmente na zona rural. No povoado cantinho, a oito km da cidade, a escola não abre as portas todos os dias. No local estudam nove crianças, entre elas a filha da lavradora Francisca Rodrigues que reclama da falta de merenda e conta que a filha de 11 anos mal sabe escrever o próprio nome.“Esse ano não veio merenda. Minha filha mal assina o nome”, disse Francisca Rodrigues.

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