Imagens de uma comitiva que desfilou a cavalo no desfile cívico de
7 de setembro em Pedreiras, interior do Maranhão, dividiram opiniões nas redes
sociais.
Para uma parte dos internautas, tratou-se de uma “invasão” do
evento, um 'elemento estranho' a uma data que deveria ser dedicada apenas às
escolas e às instituições cívicas do município. Para outra parte, no entanto, a
presença dos cavaleiros foi uma homenagem legítima à cultura nordestina,
realizada mediante convite formal e sem qualquer intenção de tumultuar a
solenidade.
De acordo com moradores, o convite para a participação partiu do
padre José Geraldo, à frente do Santuário São Benedito, dirigido ao fazendeiro
e empresário Raimundo Louro, que é ex-prefeito de Pedreiras e ex-deputado estadual do
Maranhão, para que este organizasse uma comitiva a cavalo representando a tradição
rural da região no desfile. Ainda conforme esses relatos, houve um cuidado
deliberado com a ordem de entrada, as escolas desfilaram primeiro, em respeito
ao caráter escolar da data, e a comitiva encerrou a programação por último,
evitando qualquer transtorno ao público ou às demais atrações.
A polêmica ganhou um segundo capítulo com as críticas dirigidas ao locutor responsável pela narração do desfile. Parte do público o “acusa” de contradição, ao mesmo tempo em que teria classificado a presença dos muladeiros como indevida. De acordo com moradores, o desfile como um todo já vinha sendo conduzido com falas de cunho político, incluindo menções a obras da prefeitura e ao nome de um deputado ao longo da apresentação. Para essa parcela de moradores, faltou coerência e até preparo técnico, na condução de uma data cívica como o 7 de setembro em Pedreiras.

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