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sexta-feira, 13 de março de 2026

Vereador denuncia secretário de Saúde de Governador Nunes Freire por uso da máquina pública para fazer política

Vereador Amarildo Holanda e o secretário de Saúde Dr. Kaian Fonseca.

Uma denúncia grave foi feita na tribuna da Câmara Municipal de Governador Nunes Freire pelo vereador Amarildo Holanda: o secretário municipal de Saúde, Dr. Kaian Fonseca, que também ocupa o cargo de vice-prefeito, teria utilizado a estrutura da Secretaria de Saúde para promover candidatos a deputados estaduais e federais, obrigando funcionários a colarem adesivos de candidatos nas dependências do órgão público, caso registrado na semana passada.

Segundo o parlamentar, o próprio secretário chegou a divulgar o chamado “adesivaço” nos stories de seu perfil no Instagram, tornando pública a ação realizada dentro da sede da Secretaria Municipal de Saúde. O caso já foi encaminhado ao Ministério Público.









A conduta denunciada é expressamente proibida pela legislação brasileira. A Lei determina que os serviços, as instalações e os funcionários de qualquer repartição federal, estadual ou municipal não pode ser utilizado para beneficiar partido ou organização de caráter político, incluindo o prédio e suas dependências, sob pena de prática de crime tipificado no Código Eleitoral.

Entre as práticas vetadas pela legislação estão o uso de prédios públicos para fins de campanha e a cessão de servidores em horário de trabalho para atividades eleitorais. A Constituição Federal, no artigo 37, também é clara ao estabelecer que a publicidade dos atos e campanhas dos órgãos públicos deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, sendo vedada qualquer forma de promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.


Além de ilegal, obrigar funcionários públicos a participarem de atos políticos, como adesivaço, configura abuso de autoridade e coerção, já que servidores podem se sentir pressionados por temerem represálias em seus empregos. Além da autoridade responsável, os próprios servidores que prestarem serviços nessa situação e os candidatos beneficiados também podem ser penalizados.

O caso segue em apuração pelo Ministério Público, que tem competência para investigar e tomar as providências cabíveis para responsabilizar os envolvidos.

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