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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

A disputa esquentou: Roberto Costa manda recado à oposição

Em Bacabal, vários atos políticos do grupo liderado pelo prefeito Roberto Costa já aconteceram ao longo do período de campanha. Mas foi nesta terça-feira, 22 de setembro, no bairro Vila Coelho Dias, que o prefeito deu um novo tom à reta final rumo ao pleito eleitoral, marcado para 4 de outubro.

O arrastão percorreu as ruas do bairro e reuniu apoiadores da chapa defendida pelo prefeito, que tem Orleans Brandão como candidato ao Governo do Maranhão, Davi Brandão para deputado estadual, Iracema Vale para deputada federal e Roseana Sarney e Weverton Rocha para o Senado.

Abraços, manifestações de apoio e uma recepção calorosa marcaram a passagem do prefeito Roberto Costa, ladeado pelo deputado Davi Brandão, pelas ruas do bairro.

Durante o discurso, Roberto Costa deixou de lado o tom mais protocolar dos últimos atos e fez comparações entre as administrações dos dois municípios e cobrou dos adversários explicações sobre temas como fardamento escolar, contratação de servidores, pagamento do décimo terceiro e merenda escolar.

Foi nesse momento que o prefeito direcionou as críticas ao grupo político de Bom Lugar e lançou um desafio aos adversários: segundo Roberto Costa, antes de pedir votos em Bacabal, eles deveriam apresentar aos eleitores de Bom Lugar os mesmos resultados que a administração de Bacabal vem apresentando.

“O que eu quero nesta campanha é só uma coisa: faça comparação! Porque passaram um ano e sete meses as pipiras lá do outro lado, que vocês sabem, de Bom Lugar, sem pisar em Bacabal.

E eu vou dizer pra ele: traz o filhinho pra pedir voto aqui, mas antes eu quero que eles prometam que as crianças de lá vão ter fardamento como as de Bacabal! Eu quero que ele traga o filhinho, que a mãe lá é prefeita, mas que ela venha pra Bacabal dizer: os contratados de Bom Lugar não serão demitidos no final do ano, como os de Bacabal continuam trabalhando! Eu quero que antes dele vir pedir voto aqui, que a mãe dele diga lá para os funcionários, para os servidores, que ela vai pagar o décimo terceiro de todo mundo, como Bacabal paga!”

Roberto Costa afirmou ainda que a qualidade da merenda escolar também deveria entrar na comparação entre os dois municípios.

“E o que nós queremos é que venha pra cá e assuma uma coisa: a merenda escolar das crianças de Bom Lugar vai ser como a merenda boa que Bacabal tem hoje! Porque a de lá, ele botou o filho pra ser candidato a deputado, sabe por quê? Porque ele foi pego desviando o dinheiro da merenda escolar das crianças de Bom Lugar!”

Na reta final da fala, Roberto Costa elevou o tom da mobilização e convocou os eleitores a transformar o apoio demonstrado nas ruas em votos no dia 4 de outubro.

“Por isso, eu quero dizer a vocês: pra as nossas conquistas continuarem, nós vamos dar de capote no filhinho de lá com o deputado Davi Brandão! E vamos dar também a maior votação para deputada federal que é a Iracema Vale. Tem que ser capote pra eles respeitarem as crianças de Bacabal e pelas crianças de Bom Lugar, que também nós vamos lutar!”

E a agenda de arrastões continua nesta quarta-feira, 23 de setembro. O próximo ato será realizado no bairro Vila da Paz, a partir das 16 horas.

Em Bacabal, ser vereador dá dois salários, um é o mandato, o outro é a estrada...

Alguns parlamentares têm transformado “diárias” em bônus mensal

Câmara pagou até agora, R$ 43,3 mil a parlamentares que já recebem salário fixo, maioria das viagens a São Luís cai justamente na véspera do fim de semana, e um vereador sozinho já embolsou R$ 12,7 mil em dez idas e vindas.

Existe uma frase que resume bem a política municipal brasileira, todo mundo só “recebe o que tem direito”. E em Bacabal, aparentemente, o direito é ilimitado.

Um levantamento feito pelo Blog do Vanilson Rabelo, junto aos registros de pagamentos da Câmara Municipal mostra que, entre janeiro e agosto de 2026, vereadores da Casa embolsaram R$ 45.300,00 em diárias, dinheiro público, vale lembrar, que se soma ao subsídio mensal que eles já recebem religiosamente, chova ou faça sol, tenha ou não sessão. Diária, para quem não sabe, é aquela verba que deveria cobrir uma viagem extraordinária. Em Bacabal, ao que parece, virou salário paralelo com nome fantasia.

Se houvesse um troféu para o vereador mais viajado, ele já estaria com Reginaldo Castro de Araújo, o “Reginaldo do Posto”. Dez diárias em oito meses, mais de uma viagem paga por mês, com uma pontualidade que muitos projetos de lei de interesse da população jamais tiveram. R$ 12.700,00 de saldo. Na cola, José Alberto Veloso Sobrinho (R$ 9.200,00), Raimundo Cleudo Braga Feitosa e Fernando Siqueira Sousa (R$ 7.100,00 cada), Alex Abreu Almeida (R$ 6.400,00) e Manoel Serafim Reis (2.800,00). Um pequeno grupo, uma grande vocação para o asfalto.

A maior parte dos pagamentos, 50 dos 75 registros analisados, são diárias avulsas de R$ 700,00. E aqui a coisa fica curiosa, segundo consta, esse dinheiro bancaria viagens a São Luís “para tratar de assuntos de interesse desta Casa Legislativa”. Uma frase tão vaga que serviria para justificar praticamente qualquer coisa, de uma audiência na Assembleia a um almoço bem regado na capital.

E tem mais, 60% dessas diárias caem em quartas e sextas-feiras, com destaque especial para as sextas, exatamente o dia que abre o fim de semana. Que coincidência mais produtiva. O “interesse da Casa”, ao que parece, tem um instinto quase infalível para se manifestar sempre às vésperas do descanso.

E se você acha que R$ 700,00 por viagem já é confortável, aguarde o capítulo mais generoso desta história. No dia 27 de abril, doze beneficiários, receberam cada um, R$ 5.000,00 de uma só vez, (o 13º pagamento de R$ 5.000,00 para Jairo de Lira Rodrigues, caiu no dia seguinte, 28/4). Só naquele dia, a Câmara torrou R$ 60 mil em diárias, mais da metade de tudo que foi gasto com a rubrica no ano inteiro.

O motivo oficial foi a XXV Marcha dos Gestores e Legislativos Municipais, evento nacional promovido pela União dos Vereadores do Brasil, em Brasília, que aconteceu de 27 a 30 de abril. Legítimo, sem dúvida, capacitação existe e faz parte do ofício. O problema é a matemática, quatro dias de palestras renderam a cada participante mais de seis vezes o valor de uma viagem comum a São Luís. Quem dera todo curso de capacitação pagasse assim.

Convém lembrar, vereador no Brasil não trabalha de graça. Recebe subsídio mensal fixo, definido em lei, proporcional ao tamanho do município, e em cidades do porte de Bacabal, isso já significa um salário bem acima da média da população que os elegeu, na casa dos R$ 6.000,00 em diante. A diária deveria ser exceção, não sobremesa. Mas quando o “assunto de interesse da Casa” vira rotina de sexta-feira e um único mandato consegue dez viagens no mesmo ano, fica difícil engolir a explicação de que é tudo trabalho.

Não é ilegal, ao menos não pelo que se sabe até aqui. Mas ilegal e decente raramente são a mesma coisa. E enquanto a Câmara de Bacabal não abrir a real pauta de cada uma dessas viagens, com quem se reuniu, o que efetivamente resolveu, a única certeza que resta ao contribuinte é essa, por aqui, o fim de semana começa na quinta, e quem paga a conta é sempre o mesmo de sempre.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

PLANTÃO 190: Homem é preso por tráfico de drogas em Lago Açu

Na noite desta terça-feira (22), um homem conhecido pelo apelido de “Nenenzinho” foi preso em flagrante por tráfico de drogas no município de Conceição do Lago Açu.

Durante a abordagem, a Polícia Militar apreendeu cerca de meio quilo de entorpecente, aparentando ser maconha. Do total apreendido, 300 gramas estavam prensados e 200 gramas já haviam sido embalados em porções menores, prontas para comercialização, indício reforçado pela forma acondicionada do material.

Após a prisão, o suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Bacabal, onde deverá responder pelo crime de tráfico de drogas, conforme os procedimentos legais cabíveis.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

PLANTÃO 190: Duas irmãs são mortas a tiros em povoado de Lago Verde

Elaine e Aline, vítimas.

Duas mulheres foram mortas a tiros no povoado Santa Maria, zona rural do município de Lago Verde.

As vítimas foram identificadas como Aline Santos Campelo e Elaine Santos Campelo, elas eram irmãs.

De acordo com relatos de populares, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta modelo Bros e efetuaram diversos disparos contra as duas mulheres. Elaine morreu ainda no povoado Santa Maria. Aline foi socorrida com vida e levada ao Hospital Municipal de Lago Verde, mas, diante da gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital de Bacabal, onde não resistiu e morreu.

Informações repassadas para a Polícia Militar, são de que a vítima Elaine deu entrada no hospital de Lago Verde já em óbito, apresentando um ferimento de arma de fogo no ombro esquerdo, com trajetória em direção à linha axilar do tórax, além de outra perfuração no antebraço.

A mulher, moradora da cidade de Lago Açu, foi levada ao hospital por populares que não souberam informar seu nome completo, já que ela não portava nenhum documento de identificação no momento do socorro. A identificação só foi possível posteriormente, com levantamento dos nomes de Aline Santos Campelo e Elaine Santos Campelo, que eram irmãs.

Ainda segundo relatos de moradores ouvidos pela PM no hospital, a autoria do crime é atribuída a dois homens. Um deles seria possivelmente um ex-companheiro de Elaine, bastante conhecido na região, ele é apontado, como suposto autor dos disparos. As informações sobre sua participação ainda não foram confirmadas oficialmente pela autoridade policial.

O caso segue agora sob investigação da Polícia Civil.

domingo, 20 de setembro de 2026

OPINIÃO: Em Bacabal, fechar um bar virou motivo para desafiar a lei e confrontar a PM?

Por volta das 3h do último sábado (19), a Polícia Militar foi a um bar no Centro Cultural de Bacabal para encerrar seu funcionamento. Uma ação administrativa simples, devia ter terminado ali. Não terminou.

Segundo relatos, clientes não aceitaram a determinação. O que era para ser rotina virou resistência à abordagem, forçando os policiais a agir com mais firmeza para conter a situação. Parte do grupo foi detido e conduzido à 16ª Delegacia Regional de Polícia Civil. Onde deverão responder pelos procedimentos legais cabíveis.

Analisando as imagens, divulgadas pelo colega comunicador Ray Lima, observei que o problema não foi e não é o bar, e sim, o precedente.

Ou seja, quando um grupo decide que pode contestar fisicamente uma ordem legítima da PM, a mensagem que fica é clara, a lei vale até incomodar, é essa lógica, de que a autoridade pode ser negociada na marra, no calor do momento, com gritaria e empurrão, que corrói qualquer Estado de Direito por dentro.

Não existe fiscalização “opcional”. Ou o fechamento é legal e deve ser cumprido, ou é ilegal e existem recursos administrativos e judiciais para contestá-lo. Resistência física não está entre as opções. Nunca esteve, e quem perde quando a ordem é desafiada?

Esse episódio de mulheres confrontando a guarnição custa caro, e não só para quem acaba detido. Custa para os policiais, que arriscaram a integridade física em uma ação que deveria ser burocrática. Custa para a instituição, que vê sua autoridade testada publicamente. E custa para nós, sociedade, que “aprende”, por repetição, que desafiar a lei é uma alternativa viável quando a decisão desagrada.

Isso não é abstração. É o motivo pelo qual ações de rotina viram operações de risco, pelo qual guarnições precisam de reforço para tarefas simples, e pelo qual a confiança nas instituições, que não é o caso de Bacabal, se desgasta um pouco mais a cada vídeo de tumulto que circula sem consequência visível, isso, em vários estados do país. Assistindo ao vídeo na íntegra, cheguei à conclusão que Bacabal fez a lição de casa que outros lugares evitam.

Neste caso, houve resposta, contenção da situação e condução à delegacia. É assim que deve ser, resistir a uma ação policial legítima não é ousadia, é infração, e quem escolhe esse caminho precisa entender que vai responder por ele, não como exceção, mas como regra.

A discussão sobre o mérito do fechamento do bar pode e deve acontecer nos canais certos. O que não pode virar hábito, é confundir descontentamento com licença para o confronto físico com policiais militares. 

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

OPINIÃO: O ato de Alyson Almeida em Lago Açu e a importação de “prestígio” de Lago Verde

Alyson Almeida.

A 17 dias do primeiro turno das eleições 2026, Alyson Almeida voltou aos holofotes políticos de Conceição do Lago Açu. A reaparição, no entanto, não veio isenta de perguntas.

Derrotado nas urnas em outubro de 2024 pela atual prefeita, Professora Cici, Almeida manteve presença rala no município nos últimos dois anos. Sua volta ao cenário político, agora em apoio às candidaturas de Davi Brandão e Rubens Pereira Jr., trouxe consigo um episódio que merece apuração pública.

Imagens do ato político mostram ônibus utilizado para transportar contratados da prefeitura de Lago Verde, município vizinho administrado pelo irmão de Almeida, até o povoado Olho d’Água, zona rural de Lago Açu.

De acordo com relatos que circulam na região, o deslocamento de moradores de Lago Verde teria contado ainda com distribuição de combustível, viabilizando o percurso de 27,8 km entre os dois municípios. Se confirmada, a prática levanta uma questão central, a adesão popular exibida no ato foi espontânea, como se buscou fazer parecer, ou foi artificialmente inflada com o transporte de pessoas de fora do município, e sem vínculo direto com a vida política de Lago Açu?

A diferença não é semântica. Um ato político que reúne moradores organicamente é termômetro de apoio real, um ato que depende de ônibus fretado e combustível para trazer contratados de uma prefeitura vizinha, cujo prefeito é irmão do próprio anfitrião do evento é, na melhor das hipóteses, um exercício de encenação, na pior, uma tentativa de manipular a percepção pública às vésperas de uma eleição.

Cabe à população de Lago Açu, e não apenas à imprensa, cobrar transparência, quem organizou o transporte? Houve uso de recursos públicos de Lago Verde para custear combustível e logística em apoio a candidaturas em outro município? Essas perguntas não são acusações fechadas, mas o mínimo que se espera diante de indícios tão claros registrados em vídeo e relatados por moradores.

Importar apoio de fora, é notícia velha na política maranhense e brasileira, mas, ela não deixa de ser, cada vez que se repete, uma afronta ao eleitor que continua no município, vendo de perto o esvaziamento do discurso e o inchaço artificial das imagens.

Fica o registro, e a cobrança por respostas.

Justiça suspende processo disciplinar contra servidor de Governador Nunes Freire

Fernando PL, prefeito de Governador Nunes Freire.

Mandado de Segurança aponta supostas falhas no direito de defesa durante o PAD, em agosto, Ministério Público se manifestou sobre pedido de reapreciação da decisão

Um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra um servidor público municipal de Governador Nunes Freire que estava suspenso por decisão judicial em 2025, voltou a ter movimentação no Ministério Público do Maranhão em 2026. O caso é discutido em um Mandado de Segurança movido pelo servidor Eric André Martins Rodrigues contra atos atribuídos ao prefeito do município, Luís Fernando de Castro Braga, “Fernando PL”, à administração municipal e à presidente da comissão responsável pelo processo disciplinar.

A ação está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça de Governador Nunes Freire.

Na ação, Eric André Martins Rodrigues pediu a suspensão do PAD nº 212/2025 sob a alegação de que o procedimento teria violado seu direito de defesa. Entres os pontos citados estão:

Intimações para interrogatório com menos de 24 horas de antecedência;

Ausência de acesso prévio integral aos autos do processo;

Suposta irregularidade na delegação de atos de instrução à Procuradoria Jurídica do município.

O servidor alegou ainda que a abertura do PAD teria sido uma forma de retaliação após uma decisão judicial favorável a ele em outro processo. A informação, no entanto, consta como alegação da defesa e não foi tratada como fato comprovado na decisão judicial. Leia abaixo;

Ao analisar o pedido, em setembro de 2025, a Justiça identificou indícios de possível violação ao contraditório e à ampla defesa. A decisão destacou duas intimações consideradas problemáticas, uma notificação enviada em 21 de agosto de 2025 para um interrogatório marcado para o dia seguinte, e outra, em 2 de setembro, para um ato agendado para 3 de setembro. Para o magistrado, prazos inferiores a 24 horas poderiam prejudicar a preparação da defesa do servidor.

A decisão também questionou a participação da Procuradoria Geral do Município em ato de instrução do processo administrativo.

Com base nesses elementos, o juiz Bruno Chaves de Oliveira, respondendo pela Vara única de Governador Nunes Freire, concedeu a liminar e determinou a suspensão imediata do PAD nº 212/2025 e de todos os seus efeitos, até o julgamento final do Mandado de Segurança. A decisão, assinada eletronicamente em 12 de setembro de 2025, também determinou a notificação das autoridades citadas no processo e o posterior envio dos autos ao Ministério Público para manifestação, leia abaixo;

O processo voltou a ter movimentação recente no Sistema Integrado do Ministério Público, sob o registro nº 000466-035/2026, feito em 27 de agosto de 2026. De acordo com consulta realizada na tarde desta quinta-feira (17), com dados atualizados até o dia anterior, o caso está sob responsabilidade do promotor Rodrigo de Vasconcelos Ferro.

O sistema registra uma manifestação do Ministério Público datada em 31 de agosto de 2026, na qual o órgão se posicionou pelo indeferimento de um pedido de reapreciação da tutela provisória, ou seja, um pedido para que a decisão que suspendeu o PAD fosse reavaliada.

A liminar concedida anteriormente não representa uma decisão definitiva sobre a validade ou eventual nulidade do PAD. O mérito da ação ainda precisa ser julgado. Até a última atualização consultada, em 16 de setembro de 2026, o processo seguia em tramitação, sem definição final sobre o caso.

MPMA apura denúncia sobre transporte escolar em Lago da Pedra e cobra explicações da gestão Maura Jorge

Maura Jorge, prefeita de Lago da Pedra.

Procedimento foi instaurado após manifestação contra a prefeitura, promotoria já expediu dois ofícios e cobra esclarecimentos sobre atendimento à comunidades da zona rural

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um procedimento para apurar uma denúncia relacionada ao transporte escolar oferecido pela Prefeitura de Lago da Pedra, no interior do estado. A apuração tramita como Notícia de Fato nº 000592-284/2026, e envolve questionamentos sobre o atendimento a estudantes de comunidades da zona rural.

O procedimento foi aberto pela 2ª Promotoria de Justiça de Lago da Pedra, no último dia 3 de julho de 2026, após manifestações apresentadas por Moisés Gomes de Almeida contra a Prefeitura Municipal.

Entre as localidades mencionadas na apuração estão os povoados Lago Preto, Lago do Vicente e Centro do Baixinho, além de outras comunidades. Logo no início do procedimento, a promotoria determinou que fossem encaminhados ofícios à prefeita e ao secretário municipal de Educação para que a administração apresentasse esclarecimentos sobre a situação do transporte escolar.

O primeiro documento, identificado como Ofício nº 104/2026-2ªPJLP, foi juntado em 8 de julho e, conforme registro do cartório da promotoria, entregue aos destinatários no dia seguinte.

A administração municipal tinha prazo de dez dias para prestar as informações solicitadas. A resposta da Prefeitura, no entanto, foi protocolada somente em 4 de agosto, após o vencimento do prazo inicialmente estabelecido.

Diante da tramitação, os autos foram encaminhados para análise e, posteriormente, a manifestação apresentada pela gestão municipal passou a integrar o procedimento.

Após analisar a documentação, a promotoria apresentou nova manifestação em 26 de agosto, mantendo a apuração relacionada ao transporte escolar. Em seguida, um segundo ofício foi juntado aos autos. Trata-se do Ofício nº 120/2026-2ªPJLAP, registrado em 10 de setembro e encaminhado para cumprimento por servidor da promotoria.

A entrega do documento foi certificada no último dia 15 de setembro, sendo essa a movimentação mais recente registrada até o momento.

O procedimento poderá resultar em novas diligências ou, conforme os elementos reunidos, em outras providências por parte da promotoria.

É aguardar...

Parceria entre a gestão Marton Pageú e Governo Federal avança na construção de moradias em Altamira

A prefeitura de Altamira do Maranhão, sob a gestão do prefeito Marton Pageú, segue avançando no programa habitacional do município, fruto de um compromisso do Governo Federal, viabilizado por meio de deputados parceiros em articulação com a administração municipal.

O prefeito, acompanhado da vice-prefeita Arleide Gomes e do vereador Hiago Moraes, realizou nesta semana uma vistoria nas 25 casas populares já concluídas, que devem ser entregues em breve às famílias beneficiadas.



Durante a visita, a comitiva também esteve no terreno onde terá início a construção de mais 20 novas moradias, resultado da parceria entre o Governo Federal, deputados parceiros e a gestão de Marton Pageú, ampliando o alcance do programa e beneficiando um número ainda mais de famílias no município.

De acordo com o prefeito, cada casa entregue representará mais do que uma construção, significará dignidade, segurança e a realização do sonho da casa própria para dezenas de famílias altamirenses.

A prefeitura reforça o compromisso de continuar investindo em moradia, em parceria com o Governo Federal, como forma de garantir qualidade de vida e desenvolvimento social para a população local.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Com recorde de participantes e mais de R$ 50 mil em premiações, prefeito Roberto Costa abre a Nova Copa Rural em Bacabal

A zona rural de Bacabal viveu um fim de semana de festa e esporte com a abertura da Nova Copa Rural, competição promovida pela Prefeitura de Bacabal para movimentar o futebol amador e integrar comunidades do interior do município.

Com mais de 1.100 atletas, 40 equipes e oito polos regionais, o torneio reúne uma das maiores estruturas já organizadas para o futebol rural de Bacabal. A competição contempla comunidades de diferentes regiões e amplia as oportunidades de participação esportiva para atletas que vivem na zona rural.

A programação começou no sábado (12), com a entrega oficial dos kits completos de equipagem às equipes. No domingo (13), foi realizada a abertura oficial da competição no povoado Mata Fome, com a partida entre o Mata Fome Futebol Clube, atual campeão, e o Mata de Ana FC.

A Nova Copa Rural está dividida em oito polos: Boa Vista da Tábua, Alto Alegre do Acelino, Bom Princípio, Piratininga, Bela Vista, Centro do Cirilo, Mata Fome e Luziana. Além da prática esportiva, a competição proporciona momentos de lazer e convivência entre as comunidades, reunindo atletas, dirigentes e torcedores em torno do futebol.

Outro destaque da Nova Copa Rural é a premiação, que ultrapassa R$ 50 mil e contempla as equipes classificadas nas primeiras posições e os destaques individuais da competição. Para os participantes, a estrutura oferecida pela Prefeitura e a premiação aumentam a expectativa para a competição.

“É uma Copa Rural muito bem organizada. A premiação motiva bastante os times do interior e a estrutura que recebemos mostra uma valorização que há muito tempo esperávamos. Nosso time treinou e está preparado para entrar em campo e dar o melhor”, destacou o atleta Francisco Mendes, do povoado Bom Jesus.



O jogador Leonardo Dutra, do assentamento Limeira, também ressaltou a importância da competição para as comunidades rurais. “A Copa Rural movimenta toda a comunidade. É um momento de festa, união e orgulho para quem mora no campo. O prefeito Roberto Costa realmente está fazendo a diferença neste torneio”, afirmou.

Durante a abertura, o prefeito Roberto Costa destacou a importância do futebol como opção de lazer para os moradores da zona rural e anunciou uma nova etapa de investimentos na estrutura esportiva das comunidades.

“Esta é a maior Copa Rural da história de Bacabal pelo número de equipes participantes e pelo valor da premiação, que ultrapassa R$ 50 mil. Sabemos que o futebol é, em muitas comunidades, a principal opção de lazer. Fizemos a entrega de todo o material esportivo e reestruturamos os campos. Além disso, já estamos planejando para o próximo ano a instalação de iluminação nos principais campos da zona rural, permitindo que trabalhadores e pais de família também possam praticar esporte à noite”, afirmou o prefeito.

Com a abertura oficial, a Nova Copa Rural segue agora com as disputas entre as 40 equipes distribuídas pelos oito polos. A competição movimentará as comunidades rurais de Bacabal ao longo das próximas etapas, levando futebol, lazer e integração para diferentes regiões do município.

Prefeitura de São Mateus do Maranhão é alvo de investigação do MP por contratos suspeitos na saúde

Miltinho Aragão, prefeito de São Mateus.

Promotoria requisitou documentos ao município em agosto, despacho mais recente, de 15 de setembro, estende o período de apuração

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) investiga a Prefeitura Municipal de São Mateus do Maranhão em um procedimento que trata de contratos administrativos ligados à área da saúde. 

O caso é conduzido pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca, sob responsabilidade do promotor Thiago Lima Aguiar, e tramita como Notícia de Fato sob o número 000976-068/2026.

O procedimento foi aberto em 14 de agosto de 2026. Segundo o sistema do MPMA, a apuração está classificada na área de Saúde, com o assunto enquadrado em obras públicas e contratos administrativos.

No dia da abertura, o promotor determinou, por meio de despacho, a requisição de documentos à administração municipal. A entrega da documentação pela Prefeitura foi registrada nos autos ainda em agosto.

Nas semanas seguintes, a promotoria expediu dois ofícios de diligência, em 17 de agosto e em 1º de setembro, e acompanhou internamente as respostas do órgão municipal. Em 8 de setembro, o processo foi novamente encaminhado a setor interno do MP para aguardar retorno oficial. Já em 10 de setembro, houve elaboração de minuta e o caso foi remetido ao coordenador da promotoria para análise.

O movimento mais recente no processo, registrado em 15 de setembro, é um despacho que prorroga o prazo da investigação. O sistema do MPMA também indica um prazo em aberto para cumprimento desse despacho, com vencimento em 20 de setembro de 2026.

Um prazo anterior, de protocolo, já havia se encerrado em 7 de setembro.

Os registros públicos consultados no sistema do MPMA não detalham a natureza específica das irregularidades sob apuração, informando apenas os trâmites processuais do caso.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Prefeito Alex Almeida e mais um, na mira do MPMA por possível improbidade administrativa com dano ao erário

Alex Almeida, prefeito de Lago Verde.

A 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal instaurou uma Notícia de Fato para apurar possível improbidade administrativa relacionada a dano ao erário.

O procedimento, registrado sob o nº 004067-257/2026, foi protocolado no último dia 11 de setembro de 2026 e está sob a responsabilidade do promotor Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira.

De acordo com os dados registrados no Sistema Integrado do Ministério Público (SIMP), a apuração tem como requeridos o prefeito de Lago Verde, Alex Cruz Almeida e Robson Santos Almeida, que seria procurador-geral do município.

O caso se enquadra na área de defesa do patrimônio público e probidade. Tratando de atos administrativos supostamente lesivos aos cofres públicos.

O procedimento foi distribuído internamente na Promotoria no mesmo dia do registro, com prazo de protocolo aberto até 11 de outubro de 2026. Até o momento, não há informações e nem detalhes públicos sobre a natureza específica dos atos apurados.

sábado, 12 de setembro de 2026

Sob gestão de Alex Almeida, Lago Verde acumula mais de R$ 100 milhões em dívidas

Alex Almeida, prefeito de Lago Verde.

Levantamento em registros públicos de inscrição em dívida ativa, atualizados em setembro de 2026, mostra que o município de Lago Verde, administrado pelo prefeito Alex Almeida desde 2021, soma R$ 123.787.816,87 em débitos inscritos no período.

A prefeitura, inscrita no CNPJ 06.021.174/0001-17, responde por dois blocos de dívida, previdenciário e tributário geral.

O maior peso está no previdenciário, que totaliza R$ 121.981.541,93 em 30 inscrições no período de 2026. As maiores respondem por mais de R$ 50,8 milhões, com destaque para débitos de 15,1 milhões, R$ 12,1 milhões e R$ 11,5 milhões. As demais 22 inscrições vão de valores milionários a registros recentes de menor porte.

Já a categoria “demais débitos” tributários soma R$ 1.806.274,94, em 8 inscrições, sendo a maior delas de R$ 990.998,28. Os números das inscrições indicam que os passivos foram se acumulando ao longo do mandato do atual prefeito Alex Almeida.


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Professora é ferida com faca por aluna dentro de escola no Pará

Uma professora foi ferida com um golpe de faca nas costas por uma aluna dentro da Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Gerson dos Santos Peres, em Cametá, no nordeste do Pará. O caso ocorreu nesta sexta-feira (11).

A vítima, identificada como Betânia Almeida Prestes, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Cametá. De acordo com a polícia, o ferimento não foi considerado grave. A professora passou por uma sutura e realizou novos exames.

Funcionários da escola acionaram a polícia logo após a agressão. Aos agentes, a adolescente teria confessado que utilizou uma faca de caça para ferir a professora. Segundo o relato apresentado à polícia, ela afirmou que não havia um motivo específico para o ataque e que não gostava da professora.

Após a agressão, a adolescente informou que havia deixado a faca dentro de uma lixeira da escola. O objeto foi localizado e apreendido pelos policiais.

O Conselho Tutelar e a mãe da adolescente foram acionados. Em seguida, a jovem foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Cametá, onde foram adotados os procedimentos referentes ao caso.

Em nota, a escola informou que a professora também passou por uma tomografia no Hospital Marilac. O exame apontou que a perfuração não atingiu nenhum órgão.

A instituição informou ainda que Betânia permanece internada no Hospital Regional de Cametá. A escola pediu que imagens da professora não sejam divulgadas, em respeito à vítima.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Precariedade de estrada e iluminação pública no Povoado Escovado em Lago da Pedra, é alvo do MPMA

Maura Jorge, prefeita de Lago da Pedra.

O caso é conduzido pela 1ª Promotoria de Justiça.

O Ministério Público do Maranhão abriu procedimento para investigar a situação da estrada vicinal e da iluminação pública do Povoado Escovado, zona rural de Lago da Pedra, após provocação de um morador da comunidade.

O procedimento foi instaurado em 18 de agosto de 2026. Dois dias depois, o promotor determinou, por meio de despacho, a expedição de ofício à Prefeitura Municipal e à Secretaria Municipal de Infraestrutura, exigindo que o Executivo esclarecesse, em até 15 dias;

·       Qual é a atual situação da estrada vicinal que serve o povoado;

·       Se há previsão de recuperação ou manutenção da via, com cronograma de execução.

A entrega do ofício à administração municipal foi confirmada por e-mail ainda em agosto.

A prefeitura respondeu no dia 28 do mês passado, apresentando relatório de vistoria sobre as condições da via e da infraestrutura local. Com a resposta protocolada, o caso avançou para nota etapa de análise dentro da promotoria.

O registro mais recente, de 10 de setembro, mostra que a promotoria segue tratando especificamente da situação da infraestrutura e da iluminação pública no povoado, sinal de que a apuração continua ativa.

Um dos prazos do procedimento se encerra em 17 de setembro de 2026. Até o momento, não há decisão final sobre eventuais responsabilidades da administração Maura Jorge quanto às condições da via e da iluminação do Povoado Escovado.

Prefeitura de Arari tem até o dia 27 para explicar contas ao Ministério Público

Maria Alves Muniz (Simplesmente Maria) prefeita de Arari.

Promotoria de Justiça de Arari expediu ofício à Prefeitura solicitando esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na prestação de contas. Município tem até o fim de setembro para responder

A promotoria de Justiça de Arari, órgão do MPMA, instaurou um procedimento administrativo para apurar possível prestação de contas insuficiente ou irregular por parte da Prefeitura Municipal de Arari. A apuração investiga indícios de violação aos princípios administrativos previstos na Constituição Federal e possível caracterização de improbidade administrativa.

O caso está sob o número 000510-049/2026 no Sistema Integrado do Ministério Público e tramita na Comarca de Arari. A autuação ocorreu em 25 de agosto de 2026, e está sob responsabilidade do promotor de justiça João Viana dos Passos Neto.

O procedimento está classificado na área da defesa do patrimônio público e probidade, ramo do MP responsável por fiscalizar o uso correto de recursos públicos e a conduta de agentes públicos no exercício de suas funções.

De acordo com os registros oficiais, a Promotoria expediu, em 27 de agosto de 2026, o Ofício nº 278/2026-PJARI, documento por meio do qual o MP solicita informações, documentos ou esclarecimentos à parte requerida. O ofício foi entregue no protocolo da Prefeitura Municipal de Arari e estabeleceu prazo de 30 dias corridos para resposta.

Conforme consta no sistema, esse prazo teve início em 31 de agosto e vencimento previsto para 27 de setembro de 2026. Com o vencimento do prazo estabelecido, a Prefeitura de Arari deverá apresentar respostas ou documentação à Promotoria de Justiça. 

A partir da análise desse material, o Ministério Público decidirá se há elementos que justifiquem o prosseguimento da apuração, seu arquivamento, ou adoção de outras medidas cabíveis.

É aguardar...

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