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| Dr. Liorne. |
Após reportagem do Blog do Vanilson Rabelo revelar mensagens de pressão política no grupo de WhatsApp de funcionários do Hospital Geral de Alto Alegre do Maranhão, os autores das falas confirmam o que disseram, e a vereadora aliada ainda reclama do vazamento.
A
reportagem publicada por este blog revelou mensagens enviadas no grupo de
WhatsApp de colaboradores do Hospital Geral de Alto Alegre do Maranhão (HGAA),
nas quais o marido da prefeita Nilsilene e uma vereadora da base aliada
associaram, de forma explícita, o voto político dos servidores à manutenção de
seus empregos. Em vez de recuar diante da repercussão, os envolvidos foram
públicos, confirmaram cada palavra.
Dr.
Liorne – Diretor Geral do HGAA/Marido da prefeita
“Não
retiro uma vírgula da minha colocação. Gratidão é sinônimo de caráter e
reconhecimento”.
Vereadora
da base aliada/marcando a mensagem de Dr. Liorne
“Todo
mundo fala que tá junto, mais print saiu daqui! E eu também não retiro uma
palavra. Nosso trabalho é fonte de dignidade. Defender isso não é opção, é
princípio. Ser grato e defender o que nos sustenta é sinal de caráter”.
A
reação é reveladora em dois aspectos. No primeiro, a confirmação deliberada do
conteúdo, nenhum dos dois tentou reinterpretar o que disseram, contextualizar
ou minimizar, assumiram. No segundo aspecto, ainda mais sintomático, a
vereadora demonstrou irritação não com o teor das mensagens, mas com o fato de
terem vazado. O problema, na visão dela, não foi ameaçar, foi ser pego ameaçando.
Entenda
As
mensagens originais, publicadas com exclusividade por este blog, eram diretas. O
diretor-geral do hospital enumerou obras e serviços entregues ao município, e
logo em seguida deixou o recado político, quem estivesse contra o governador,
estaria contra ele e contra Alto Alegre. A vereadora da base aliada foi além e
tornou a ameaça literal. “Contra o governador, contra nosso grupo e contra seu
emprego”. Releia a matéria completa clicando (AQUI)
O
ambiente escolhido para essas mensagens não é detalhe menor, um grupo de funcionários
de hospital reúne enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes administrativos,
pessoas que dependem do salário para sobreviver e que, dentro daquele grupo, não
têm como rebater sem risco. Usar esse espaço para cobrar alinhamento político é
uma forma especifica de coerção, aquela que se aproveita da vulnerabilidade de
quem não pode responder.
Ao
dizerem “não retiro uma palavra”, os autores reconhecem, voluntariamente, a autenticidade
e a intenção do que foi publicado. Não há, portanto, espaço para alegar que as
mensagens foram tiradas do contexto, editadas ou mal interpretadas. O registro
está feito, por eles mesmos.
A
palavra “gratidão” aparece nas duas respostas como se fosse um escudo moral. Mas
gratidão, por definição, é voluntária. O que foi enviado no grupo do hospital não
era um convite à gratidão, era um aviso de consequências. Há uma diferença fundamental
entre dizer “espero que reconheçam o que foi feito” e dizer “quem for contra,
está contra seu emprego”. A segunda frase não é gratidão, é pressão.
As
mensagens estão registradas, as confirmações também. O que vier a seguir, nas
urnas, nas instâncias competentes e na memória do eleitorado de Alto Alegre do
Maranhão, é uma outra história, mas ela já tem começo, meio e os protagonistas
identificados por eles próprios.
O
Blog do Vanilson Rabelo continuará
acompanhando esse caso, que pelo visto, está só no começo.
É
aguardar...



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