Vice-governador
recorreu à Justiça para suspender comissão criada para investigar movimentações
financeiras atípicas ligadas a ele. Desembargador deu 72 horas para a
Assembleia se explicar.
O
vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), impetrou um mandado de
segurança no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) contra ato da Mesa Diretora
da Assembleia Legislativa (Alema) que viabilizou a criação de uma CPI para investiga-lo.
O processo corre sob o número MSCiv 0809708-80.2026.8.10.0000 e tem o
desembargador Sebastião Bomfim como relator.
Na
petição, Camarão pediu liminar para suspender imediatamente os efeitos do
Requerimento nº 089/2026 e barrar qualquer passo relacionado à formação ou instalação
da comissão. No mérito, solicitou a nulidade de toda a proposição. Protocolado no
dia 31 de março, o processo levou o relator a exigir esclarecimentos da Alema
em prazo de 72 horas.
A
investigação se baseia em relatório do Ministério Público que aponta indícios de
esquema financeiro com mais de mil transferência via Pix, recebimento
fracionado de R$ 360 mil e aquisição de imóveis de luxo supostamente ligados ao
vice-governador.
A
CPI foi aprovada com o apoio de 24 parlamentares e terá 120 dias para concluir
seus trabalhos. Os membros titulares já foram definidos respeitando a
proporcionalidade dos blocos: pelo Bloco Unidos Pelo Maranhão, os deputados
Ricardo Arruda, Ana do Gás, Mical Damasceno, Yglésio Moyses e Adelmo Soares;
pelo Bloco Liberal Democrático, Aluízio Santos; e pelo Bloco Parlamento Forte,
Rodrigo Lago.
A
primeira reunião da comissão está prevista para entre terça (14) e quarta-feira
(15) de abril, quando serão eleitos presidente, vice-presidente e relator, caso
a liminar pedida por Camarão não seja concedida pelo TJMA antes disso.
Leia na íntegra o despacho clicando (AQUI).

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