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| Prefeita de Alto Alegre do Maranhão, Nilsilene do Liorne. |
Uma denúncia sobre a contratação de professores temporários pela
Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão levou o Ministério Público do Maranhão a
transformar o caso em Inquérito Civil. A apuração busca esclarecer se houve
possível preterição de candidatos aprovados em concurso público realizado pelo
município.
A manifestação, encaminhada de forma sigilosa à
Ouvidoria-Geral do MPMA, aponta que a Prefeitura promoveu um concurso público
em dezembro de 2024, com provas realizadas em março de 2025. Para o cargo de
professor do 1º ao 5º ano, foram oferecidas 30 vagas, mas, segundo a denúncia,
apenas 10 candidatos haviam sido convocados.
O ponto que chamou a atenção do Ministério Público é
a informação de que, paralelamente, o município teria contratado mais de 240 professores
temporários em 2025 para o mesmo nível de ensino, mantendo essas contratações
durante 2026.
A situação levantou questionamentos sobre a
necessidade de aprofundar a análise para verificar se os aprovados no concurso
estariam sendo preteridos por contratações temporárias.
Antes de converter o caso em investigação, o MPMA
solicitou esclarecimentos à Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão.
A Procuradoria-Geral do Município respondeu que o
concurso permanece válido e que a administração mantém o compromisso de nomear
os 30 aprovados dentro do número de vagas, mas que, até então, somente 10
haviam sido convocados.
Segundo a Prefeitura, os outros 20 candidatos seriam
nomeados gradualmente dentro do prazo de validade do concurso. O município
também afirmou que as contratações temporárias realizadas em 2025 e 2026 seriam
legais e destinadas a atender situações transitórias e excepcionais,
principalmente para substituir servidores efetivos afastados por motivos como
licença médica e licença-maternidade.
A justificativa apresentada pela administração,
porém, não encerrou a apuração. Com o fim do prazo de tramitação da Notícia de
Fato e diante da necessidade de aprofundar a análise dos fatos, o Ministério
Público decidiu converter a Notícia de Fato em Inquérito Civil, registrado no
SIMP nº 002292-509/2026.
A investigação ficará sob a presidência do promotor
de Justiça Thiago Lima Aguiar, titular da 1ª Promotoria de Justiça de São
Mateus do Maranhão.
O procedimento terá prazo inicial de um ano para
conclusão e poderá contar com novas diligências para verificar a quantidade de
contratos temporários, as justificativas apresentadas pelo município e a
situação das convocações dos candidatos aprovados.
A apuração, portanto, ainda está em andamento e não
representa conclusão de que houve irregularidade. O objetivo do Inquérito Civil
é justamente reunir elementos para verificar se as contratações temporárias
ocorreram dentro da legalidade e se houve ou não preterição dos candidatos
aprovados.
A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 18 de agosto de 2026, após disponibilização em 17 de agosto, na edição nº 158/2026. A decisão foi assinada eletronicamente pelo promotor Thiago Lima Aguiar, responsável pela investigação.

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