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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

EDITORIAL: Quando a Câmara de Bacabal vira palco de desentendimento particular

Vereadores Romarinho Bacabal e Cândido de Madureira.

Um espaço criado para defender o povo se transformou, na última sessão, em cenário de um desentendimento entre dois vereadores. 

Antes, deixo claro que independentemente de quem tem razão no conflito, este editorial não tem como foco tomar partido de nenhum dos dois lados. Afinal, o editor deste blog tem boa cordialidade com ambos os parlamentares. 

O episódio entre Romário Alves (Romarinho Bacabal) e Cândido de Madureira me faz perguntar algo simples, mas que, pode incomodar alguns, para que serve, afinal, a tribuna da Câmara?

Este editorial não pretende apontar quem está certo ou errado entre os dois vereadores, essa não é uma discussão que interessa à população. O que importa é o uso do espaço público, existiam outros caminhos, uma conversa reservada, um esclarecimento direto, um entendimento fora dos microfones. Em vez disso, o conflito ganhou plateia, câmeras e transmissão.

É verdade que todo vereador (a) tem o direito, e o dever de se manifestar e de se defender de insinuações e/ou acusações. Cândido tem tanto direito de resposta quanto Romário tem de falar. A questão não é silenciar ninguém, mas questionar se aquele foi o momento e o lugar certos para resolver uma pendência pessoal.

Enquanto isso, mesmo com o trabalho incansável da prefeitura em todas as áreas, muitos outros assuntos de Bacabal seguem esperando a atenção que a tribuna deveria priorizar.

Se havia um problema, uma divergência ou algum tipo de insatisfação entre Romário e Cândido, existia também a possibilidade de uma conversa direta, olho no olho, longe dos microfones e das câmeras. Procurar o colega, esclarecer os fatos, colocar os "pingos nos is", e tentar chegar a um entendimento poderia ter sido uma alternativa mais madura e, sobretudo, mais respeitosa com o próprio ambiente legislativo.

ENCERRO: Fica a pergunta que realmente importa, o povo ganhou alguma coisa com esse episódio? Se a resposta for não, talvez seja hora de vereadores lembrarem que a tribuna pertence à cidade e não aos seus desentendimentos particulares.

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