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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Caso Luís Pablo ganha repercussão mundial: entidade internacional cobra proteção ao sigilo de fontes jornalísticas

O caso do jornalista maranhense Luís Pablo extrapolou as fronteiras do Brasil.

A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) se manifestou publicamente sobre medidas judiciais tomadas na investigação e pediu às autoridades brasileiras que garantam a proteção do sigilo da fonte e o livre exercício da atividade jornalística.

Na última terça-feira (11), a Polícia Federal cumpriu mandados contra o ex-secretário Raimundo Cutrim e um advogado, em operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF). A ação acabou expondo Cutrim como a fonte que embasou reportagem de Luís Pablo sobre o uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.

Em nota, a entidade reconheceu a legitimidade das autoridades para investigar crimes, mas fez um alerta: essa atuação precisa respeitar as garantias constitucionais de liberdade de expressão, liberdade de imprensa e independência jornalística. A AIR também chamou atenção para o risco de medidas que possam gerar intimidação ou inibição do trabalho jornalístico.

A manifestação da AIR se soma às reações já registradas por ABERT, ANJ e ANER, entidades brasileiras que também expressaram preocupação com a quebra do sigilo da fonte no caso.

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