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terça-feira, 17 de março de 2026

Polícia pede prisão de marido de PM morta com tiro na cabeça em SP

A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão do tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de envolvimento na morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo.

O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita após a família de Gisele contestar essa versão. Laudos periciais trouxeram elementos que reforçam as suspeitas: o laudo toxicológico descartou o consumo de álcool ou drogas pela vítima, e exames de exumação revelaram lesões no rosto e no pescoço, sugerindo que ela pode ter sido imobilizada antes do disparo. Os peritos também não encontraram sinais de defesa no corpo, o que indica que Gisele estava desmaiada ou incapaz de reagir.

Manchas de sangue foram encontradas em outros cômodos do apartamento, e o cartucho da bala nunca foi localizado na cena do crime. Uma vizinha relatou ter ouvido o estampido por volta das 7h28, mas a ligação de Geraldo ao serviço de emergência só foi feita às 7h57, com quase meia hora de diferença.

Socorristas estranharam a ausência de desespero por parte do marido e a posição da arma na mão da vítima, considerada incompatível com casos de suicídio. Imagens de câmeras de segurança também mostram a entrada de três policiais no apartamento no dia da morte, onde permaneceram por cerca de 50 minutos.

A defesa de Geraldo nega qualquer envolvimento e afirma que ele colabora com as investigações.

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