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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Cães farejadores apontam passagem de crianças desaparecidas por casa abandonada em Bacabal

Cães farejadores que atuam na força-tarefa montada para localizar as crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidas há 13 dias em Bacabal (MA), indicaram que os menores estiveram em uma residência abandonada situada próxima a uma área de lago. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP) nesta quinta-feira (15).

De acordo com a SSP, os cães identificaram vestígios de Ágatha, Allan e do primo Anderson Kauã, de 8 anos, encontrado com vida no último dia 7 de janeiro. O local, conhecido entre os policiais como “casa caída”, fica no povoado São Raimundo, na zona rural do município.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, a existência da casa já havia sido mencionada por Anderson Kauã após ser resgatado. O menino relatou que, em uma das noites em que estavam desaparecidos, chegou ao imóvel com os dois primos, deixou Ágatha e Allan no local e saiu para procurar ajuda. Pouco tempo depois, ele acabou sendo encontrado pelas equipes.

“O que tivemos agora foi a confirmação técnica. Os cães conseguiram identificar que as três crianças passaram por aquele local, exatamente como o Kauã descreveu. Ele reconheceu o ambiente por fotos e objetos como cadeiras, colchões e botas, e os cães indicaram inclusive os acessos utilizados por cada um”, explicou o secretário.

Ainda conforme Maurício Martins, os cães farejadores também seguiram rastros em direção a uma área de ribanceira e circularam nas proximidades do lago existente na região. Apesar disso, até o momento, nenhuma evidência concreta sobre o paradeiro de Ágatha e Allan foi localizada.

Diante do resultado, a estratégia das forças de segurança passa a ser a ampliação da área de buscas, com reforço no efetivo e atuação em um perímetro maior.

As buscas pelos irmãos entram hoje (16), no seu 13º dia, mais de 500 pessoas, entre agentes das forças de segurança e voluntários, participam das operações. Desde a quarta-feira (14), a região do lago vem sendo intensamente vistoriada, com varreduras na mata e no espelho d’água, além da atuação de mergulhadores para reforçar os trabalhos.

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