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| Alyson Almeida. |
A
17 dias do primeiro turno das eleições 2026, Alyson Almeida voltou aos
holofotes políticos de Conceição do Lago Açu. A reaparição, no entanto, não veio
isenta de perguntas.
Derrotado
nas urnas em outubro de 2024 pela atual prefeita, Professora Cici, Almeida
manteve presença rala no município nos últimos dois anos. Sua volta ao
cenário político, agora em apoio às candidaturas de Davi Brandão e Rubens
Pereira Jr., trouxe consigo um episódio que merece apuração pública.
Imagens do ato político mostram ônibus utilizado para transportar contratados da prefeitura de Lago Verde, município vizinho administrado pelo irmão de Almeida, até o povoado Olho d’Água, zona rural de Lago Açu.
De
acordo com relatos que circulam na região, o deslocamento de moradores de Lago
Verde teria contado ainda com distribuição de combustível, viabilizando o
percurso de 27,8 km entre os dois municípios. Se confirmada, a prática levanta
uma questão central, a adesão popular exibida no ato foi espontânea, como se
buscou fazer parecer, ou foi artificialmente inflada com o transporte de
pessoas de fora do município, e sem vínculo direto com a vida política de Lago
Açu?
A
diferença não é semântica. Um ato político que reúne moradores organicamente é termômetro
de apoio real, um ato que depende de ônibus fretado e combustível para trazer
contratados de uma prefeitura vizinha, cujo prefeito é irmão do próprio anfitrião
do evento é, na melhor das hipóteses, um exercício de encenação, na pior, uma
tentativa de manipular a percepção pública às vésperas de uma eleição.
Cabe
à população de Lago Açu, e não apenas à imprensa, cobrar transparência, quem
organizou o transporte? Houve uso de recursos públicos de Lago Verde para
custear combustível e logística em apoio a candidaturas em outro município? Essas
perguntas não são acusações fechadas, mas o mínimo que se espera diante de indícios
tão claros registrados em vídeo e relatados por moradores.
Importar
apoio de fora, é notícia velha na política maranhense e brasileira, mas, ela não
deixa de ser, cada vez que se repete, uma afronta ao eleitor que continua no município,
vendo de perto o esvaziamento do discurso e o inchaço artificial das imagens.
Fica
o registro, e a cobrança por respostas.


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