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sábado, 21 de março de 2026

Enquanto postos sugam o bolso do povo, Procon e Câmara fingem que não é com eles


Motoristas e motociclistas de Bacabal estão pagando cada vez mais caro para abastecer, são dezenas de denúncias e reclamações nas redes sociais sobre aumentos abusivos e simultâneos nos preços dos combustíveis, e o que chama atenção não é a alta nas bombas, mas o silêncio ensurdecedor do Procon local e da Câmara Municipal.

Até o momento, pelo menos que o editor deste blog tenha visto, nenhum vereador da cidade acionou ou sequer mencionou acionar o Procon para apurar os abusos. Uma omissão difícil de ignorar, ainda mais considerando que os preços elevados não são novidade, o problema vem de muito antes dos recentes conflitos no Oriente Médio.

Os parlamentares municipais podem e devem fiscalizar e denunciar aumentos abusivos de preços de combustíveis, claro, dentro de suas atribuições de acompanhar o interesse público e defender o consumidor local. Embora não tenha poder de polícia para fechar postos diretamente, os edis podem agir de várias formas.

Com a escalada das tensões geopolíticas envolvendo EUA, Israel e Irã, empresários do setor encontraram um argumento convincente para justificar novos reajustes. O cenário internacional serve de escudo, mas o consumidor bacabalense sabe que a alta já era uma realidade antes de qualquer conflito externo.

A função de fiscalização é uma das mais importantes de qualquer Câmara municipal. Em Bacabal, porém, ela parece estar em recesso permanente quando o assunto é o bolso do cidadão. Nenhuma convocação, nenhuma audiência pública, nenhuma nota, apenas silêncio até agora, assim como ela, o Procon a nível local, vive na inércia.  Enquanto nossos parlamentares se calam, quem abastece é que paga a conta, literalmente.

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